Licitação do transporte público de Campinas define novas empresas de ônibus

Leilão do transporte público de Campinas define novas operadoras de ônibus. Confira os detalhes da concessão.

Publicado em 06/03/2026


O transporte público de Campinas (SP) terá novas empresas responsáveis pela operação do sistema de ônibus após a realização do leilão da concessão nesta quinta-feira (5), na Bolsa de Valores de São Paulo. A Sancetur (Santa Cecília Turismo Ltda.) venceu o Lote Sul, que abrange as regiões Leste, Sul e Sudoeste da cidade. Já o Lote Norte, que atende as regiões Norte, Oeste e Noroeste, ficará sob responsabilidade do Consórcio Grande Campinas. A nova concessão prevê mudanças importantes no sistema, com renovação da frota, metas de qualidade e novos investimentos em tecnologia.

No leilão, as empresas disputaram oferecendo valores menores para a tarifa de remuneração, que representa o custo da operação do sistema. No Lote Sul, a disputa começou em R$ 11,21 e terminou com proposta de R$ 9,54 da Sancetur, redução de 14,9%. No Lote Norte, a tarifa inicial era de R$ 11,76 e foi reduzida para R$ 9,49 com a proposta vencedora do Consórcio Grande Campinas, deságio de 19,3%. Esse valor não é a tarifa paga pelo passageiro na catraca, mas um cálculo que considera custos operacionais e investimentos necessários para manter o serviço.

O novo contrato terá duração de 15 anos, podendo ser prorrogado por mais cinco. A concessão prevê a introdução de ônibus menos poluentes, incluindo pelo menos 60 veículos elétricos nos primeiros anos, além de frota com padrão de emissão Euro 6 e manutenção da acessibilidade em todos os veículos. Também estão previstos investimentos em bilhetagem eletrônica, monitoramento operacional e metas de desempenho relacionadas à regularidade, pontualidade, limpeza e qualidade do atendimento aos passageiros.

Apesar da definição das vencedoras, o início da operação ainda depende de etapas administrativas e operacionais. Após a homologação da licitação e assinatura do contrato, o poder público terá até 120 dias para emitir a ordem de serviço. A partir dessa autorização, as empresas terão até 180 dias para preparar a operação, adquirir ônibus e estruturar garagens. Considerando o prazo mínimo desses processos, a nova operação pode começar ainda em 2026, mas somente meses após a conclusão das etapas contratuais.

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Artigo escrito por

Isaac Daniel Garcias

Isaac Daniel Garcias é gestor de conteúdo digital e formado em Gestão de Trânsito e Mobilidade Urbana. Atua em plataformas online voltadas ao transporte público e à mobilidade urbana, produzindo informações claras e acessíveis para quem depende do deslocamento diário nas cidades brasileiras.