Sabará, na Grande Belo Horizonte (MG), vive um momento de transição no transporte coletivo. A Prefeitura e a Câmara aprovaram nesta semana, em primeira votação, um projeto de lei que cria o transporte suplementar, um novo sistema com vans e mini‑vans para atender bairros e regiões onde os ônibus convencionais são insuficientes. A segunda votação está marcada para 18 de maio e, se aprovada em definitivo, a medida promete diminuir o tempo de espera e ampliar as conexões na cidade.
A discussão ganhou força depois que uma CPI municipal apontou irregularidades no contrato da concessionária de ônibus Vinscol e a empresa chegou a anunciar a redução das viagens, alegando problemas financeiros. Diante disso, o prefeito Sargento Rodolfo recorreu a um decreto que instituiu um serviço emergencial para garantir a continuidade das linhas. Para os passageiros, isso significou manter ônibus nas ruas enquanto a cidade busca uma solução definitiva.
O modelo suplementar proposto se inspira nos “amarelinhos” de Belo Horizonte e prevê que permissionários operem veículos menores, conectando bairros com maior flexibilidade. A ideia é atender áreas de difícil acesso e melhorar a oferta nos horários de pico. A Prefeitura ainda não divulgou detalhes sobre tarifas ou itinerários, mas a promessa é de que o novo serviço complemente as rotas existentes sem substituir de imediato o sistema de ônibus.
Até a votação final, os usuários devem acompanhar as informações oficiais para saber quando e como as vans começarão a circular. O decreto emergencial continua em vigor, garantindo que as linhas regulares não sejam suspensas. Se o transporte suplementar for aprovado em definitivo, os passageiros podem esperar novas opções de deslocamento e mais autonomia para se locomover dentro de Sabará.